Por Andreza Lima - Jornal O Norte*
O artista plástico Georgino Junior foi o único chargista que
passou por O Norte durante esses 12 anos. Entrou no jornal em 2003 a convite do
editor-chefe, Reginauro Silva, quando o veículo ainda estava em processo de
desenvolvimento, para ser redator e chargista. Os seus belíssimos trabalhos
fizeram a diferença, para que o jornal fosse conhecido na cidade.
Georgino já trabalhou em vários jornais e revistas, entre
eles o Jornal de Notícias, Diário de Montes Claros, Jornal de Montes Claros,
Jornal do Norte, Jornal O Norte de Minas, Revista Tempo e, por último, Revista
Tuia. Na história da imprensa de Montes Claros, ele possui 40 anos de
experiência, e hoje é considerado um dos melhores profissionais da área da
comunicação. “Foi uma alegria muito grande receber o convite do Reginauro para
trabalhar no jornal. Na época, eu trabalhava como professor na UFMG, e essa foi
a oportunidade que tive para voltar a trabalhar na imprensa”, fala. Georgino é
formado em Direito e fez mestrado em Sociologia.
O artista é conhecido na cidade não só pelo dom de saber
desenhar, mas também pela qualidade de suas reportagens e livros. Ter uma boa
desenvoltura para escrever também é o seu forte. Aos sábados, publicava no
Jornal Opinião, um suplemento de O Norte, suas matérias e crônicas. “Duas
reportagens que me marcaram muito foi sobre os guardas que fiscalizam as
residências durante a noite e a homenagem que fizemos ao bairro Morrinhos.
Foram matérias que tiveram muita repercussão,” disse.
Georgino possui vários livros publicados e, no momento, está
com mais de cinco que aguardam o patrocínio de uma editora. Em 2002, a sua obra
"Bola Pra Frente Clube" foi requisito para as questões de Literatura
do vestibular da Unimontes.
Durante os seis primeiros anos de O Norte, tempo equivalente
à passagem do Georgino no jornal, todos os dias a capa contava com uma de suas
charges. Mesmo nos dias em que seu pai e sua mãe morreram, não deixou de fazer.
Cabe ressaltar que ele nunca faltou ao serviço. “Lembro de uma vez, quando o
Reginauro me ligou de madrugada, para falar sobre um escândalo político que
havia acontecido na cidade, e queria que eu fizesse uma charge interessante
ilustrando o fato. Me pegou de surpresa, pois eu já tinha feito a do dia, mas,
no final, deu tudo certo”, fala.
O dom de desenhar veio desde quando nasceu, essa atividade é
o seu maior prazer e é a única a que se dedica hoje. “Minha mãe dizia que já
nasci com um lápis na mão. Todos os meus cadernos, do primário até minha
pós-graduação, eram desenhados.
Além de se destacar pelo seu magnífico trabalho como
desenhista e escritor, Georgino é parceiro do cantor Tino Gomes e o ajuda a
compor letras de músicas. Atualmente, ele se dedica apenas aos desenhos, mas a
vontade de retornar para o universo jornalístico continua. “Tenho muitas saudades
da adrenalina de trabalhar em um veículo de comunicação. Eu falo que trabalhar
em imprensa é como beber cachaça, é um vicio que nunca acaba. São quarenta anos
na imprensa que foram bem vividos”, diz.
“Estes quatro anos que passei no jornal foram dias muitos
felizes. No jornal, tive a oportunidade não só de voltar a trabalhar na
imprensa, mas também de conhecer pessoas bacanas, não só dentro do jornal, mas
criar contatos dentro da cidade. O jornal me proporcionou que eu estivesse
presente nas histórias de Montes Claros. Agradeço pela amizade dos jornalistas
Eduardo Brasil e Adriana Queiroz, em especial ao Reginauro Silva, que foi um
grande companheiro até mesmo antes de eu fazer parte da equipe. O jornal foi o
nosso reencontro. É uma alegria muito grande saber que ajudei O Norte a ser
conhecido. Desejo que o jornal permaneça por muito mais que 12 anos e que tenha
sempre esse brilhantismo que permanece desde seu início, pois ele já nasceu
grande. Que ele continue com esse objetivo de levar informações para a cidade,
sem deixar a peteca cair”, finaliza
Georgino Junior.