quarta-feira, 4 de abril de 2012

SENHORA DAS LETRAS

*Raquel Mendonça


O seu caminho foi sempre o das palavras, das lições, das letras, a cultivar a língua portuguesa e a literatura com generosas doses de amor, talento e conhecimento! A maior Dama, sem dúvida, da Cultura da cidade e região: Yvonne de Oliveira Silveira!


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 Presidente - depois de Secretária no período de 1974 a 1976 e Vice-Presidente, no período de 1976 a 1978 – da grande Academia Montesclarense de Letras-AML, cargo que assumiu em 1989, com máxima dedicação e eficiência, hoje a Academia é, também, a “Casa de Yvonne Silveira”, num gesto de grandeza e justiça de seus pares, a reconhecerem a importância de seu incansável trabalho em prol da literatura e cultura montes-clarenses e de toda a região. Uma de suas inúmeras ações à frente da nobre Casa foi a revisão e organização das Antologias da AML I e II. Outros cargos honoríficos: Presidente de Honra do Elos Clube de Montes Claros (2008), Sócia do Instituto Histórico e Geográfico de Montes Claros-IHGMC (2006), Sócia Honorária do Rotary Clube Sul (2004), Sócia da Academia Feminina de Letras de Minas Gerais (2003), Sócia Efetiva da Academia Municipalista de Letras de Minas Gerais, 1ª Presidente da Associação Amigas da Cultura e uma de suas fundadoras (1984), Vice-Presidente do Elos Clube de Montes Claros, Diretora do Elos Clube de Montes Claros (1974/1976), fundadora da Academia Feminina de Letras de Montes Claros, que contempla não apenas escritoras, mas jornalistas, colunistas e artistas de todas as áreas.

Os mais importantes eventos culturais da cidade, de que se tornou partícipe maior e imprescindível, sempre contaram e ainda contam com a sua ilustre presença e fala que flui facilmente, coberta de imenso e inapagado brilho, pleno da mais pura poesia, arte máxima herdada de seu pai.

Formada em Letras pela antiga Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras-FAFIL da Fundação Universidade Norte-Mineira (hoje Universidade Estadual de Montes Claros-UNIMONTES), onde ocupou os mais diversos e altos cargos; pós-graduada em Teoria da Literatura pela Universidade Católica de Minas Gerais, somados, ainda, a inúmeros cursos de atualização e especialização, na cidade e em Belo Horizonte, como na UFMG e Comissão Mineira de Folclore-CMF, lecionou Literatura Portuguesa e Teoria da Literatura por longos anos, na antiga FAFIL, onde tive a sorte de ser sua aluna; História das Artes no Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez, além de atuação de destaque em outras escolas e cursos, em Montes Claros e Francisco Sá, cursos estes coordenados ou ministrados; conferências proferidas e participação especial em congressos e seminários em Montes Claros, grandes centros do país e também em Portugal.

No completo e criativo domínio das palavras e dos fatos, escreveu os livros Elos Clube de Montes Claros – Histórico; Montes Claros de Ontem e de Hoje; Folclore para Crianças, em parceria com Zezé Colares; Brejo das Almas – Contos e Crônicas, em parceria com seu amado esposo e excepcional poeta e escritor Olyntho Silveira; Cantar de Amiga, em que tivemos, com muita honra, o nosso – longo e extremamente árduo! - trabalho em prol do patrimônio histórico da cidade homenageado; revisou e/ou prefaciou livros (alguns premiados!) de indiscutível importância e grandes autores; teve publicada em revistas e jornais (revista Vínculo/FAFIL, de que foi diretora, e de que participei, com a publicação de crônicas, quando aluna do curso de Letras; O Jornal de Montes Claros, Diário de Montes Claros) parte da longa análise de livros e poemas, com sensíveis incursões na área de teatro, em quatro momentos, um deles no Colégio São Bento de São Paulo-SP. Teve publicados, ainda, incontáveis contos, crônicas e poemas em jornais e revistas da cidade e capital, como as revistas Montes Claros em Foco e Encontro, o antigo Gazeta do Norte, os extintos O Jornal de Montes Claros, Diário de Montes Claros e Jornal do Norte; Diário Católico de Belo Horizonte, Jornal Estado de Minas e, por último, vem publicando as suas sempre elogiadas crônicas no Jornal de Notícias de Montes Claros, de âmbito regional.

Dona Yvonne recebeu prêmios literários em Belo Horizonte e foi alvo das mais altas homenagens na cidade e região, entre elas, recebeu o título de Cidadã Benemérita de Montes Claros e o Prêmio Cândido Canela de Cultura da Câmara Municipal de Montes Claros; título de Cidadã Honorária de Francisco Sá (o seu amado “Brejo das Almas”) e a Medalha Civitas-Urbis do Sesquicentenário da Cidade de Montes Claros.

Uma grande Senhora das Letras, Dona Yvonne Silveira, a maior autoridade literária e cultural de Montes Claros e do Norte de Minas do século XX, e que passa ao século XXI ocupando, com a mesma disposição e competência, do alto de seus 97 anos, intenso vigor e brilho, o mesmo cargo, o mesmo posto!...



(Crônica de 2008, atualizada)

quinta-feira, 29 de março de 2012

SER OU SER

* Raquel Mendonça

        “Depois de algum tempo você aprende (...) que o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você é na vida”, definiu sabiamente Shakespeare. Creio que desde muito cedo, aprendi, no convívio – menos de longos sete anos - rápido e profundo com meu pai, Cassimiro Xavier de Mendonça, de honrosa e amorosa memória; com meu avô paterno e padrinho – especial - de batismo, João Xavier de Mendonça (João Mendonça), para quem tudo que tinha em terras e bens que não acabavam mais era apenas “empréstimo temporário de Deus” (foi ele a doar, entre inúmeras outras “coisas” e a tantos outros nomes, familiares ou não, ao primo em 1º grau e amigo pessoal, Antônio Teixeira de Carvalho, o Dr. Santos, quando Prefeito da cidade, a área para construção da primeira pista de pouso do Aeroporto local), e com a minha querida e saudosa avó materna, Inês (Nenzinha) Pereira Veloso, de coração imenso, incomparavelmente grande e aberto, como as mãos, ao próximo, sem jamais externar pensamentos ou praticar atos que pudessem representar qualquer tipo de maldade ou diferença que fosse - de raça, cor, credo, condição financeira ou opção de vida - que o que importa mesmo à existência é ser e não ter, como pensam muitos; pior, como agem, “trabalham”, se comportam e vivem muitos!
        Ter para mim, se tanto, serve apenas para expressar a real amplitude da vida, ou seja, “ter” a consciência da existência plena, contida somente ou legitimamente nos limites do “ser”! Nunca tive, graças a Deus e aos ensinamentos de saudosos entes queridos, por dona e senhora de mim a matéria crua, nua de densidade, profundidade ou de ricos significados; nunca às coisas meramente materiais pertenci!
         A natureza íntima, a alma ou essência real de uma pessoa não pode estar atrelada unicamente a ter! Buscar ter para garantir a sobrevivência digna e ajudar o próximo no que puder, até mesmo além das próprias possibilidades, quando a necessidade é uma prioridade para a vida do outro (o alimento, o remédio, a saúde, a água, a luz...) é meritório, mais que isso é ambição negativa, que leva, muitas vezes, à miséria moral e a grau insuportável de mesquinhez humana! A pequenez de querer sempre mais, cada vez mais! A ambição desmedida, que chega à usura, à avareza, tantas vezes descontroladas e incontidas, a juntar bens materiais sem fim e sem jamais a partilha justa, honesta, generosa; a colecionar com gula insaciável moedas e mais moedas, muitas delas de origem duvidosa, desonesta ou indigesta – tornada ou transformada, dia após dia, em intransponível vazio, abismo humano, porque ter não significa ser coisa alguma; n`alguns casos mais graves, ao contrário, representa apenas nada ser.
        É preciso, pois, buscar obter ganhos efetivos e definitivos em ser e não em ter! Em esforços desumanos de pura e desenfreada busca pelo ter cada vez mais, visando ganhar e ganhar, comprar ou juntar mais e mais bens materiais, mesmo que passando sobre o direito ou propriedade alheios, o ser (humano) perde, o tempo todo, pontos preciosos no quesito ser, no mais das vezes de forma irrecuperável!
        Reconhecer o valor e a importância de ser, não de ter e obter, sem limite algum, faz-se necessário, assim, à vida erguida em plenitude, porque ter a posse de, possuir ou ter muito além do necessário não quer dizer, em nenhuma hipótese, que você “venceu na vida”, triunfou, melhor, que é feliz, inteiramente feliz e “resolvido”, realizado!...
        Há quem sonhe, dia após dia, somente com o acúmulo de bens materiais, à cata de grandes fortunas, como se isso fizesse, no mais das vezes – boa ou saudável – diferença interna! Para quem aprendeu, - nos bancos e passos suados da vida, na dura batalha diária, na luta leal e corrida limpa e ininterrupta pelo pão de cada dia, pelas coisas que realmente valem ou importam, - não apenas a somar, principalmente a dividir, para só então multiplicar, pensando além do horizonte ou domínio de si mesmo e dos seus mais próximos, mas em todos em redor, esta matemática de vida é má e menor, na verdade indigna e insignificante!
        Conseguir alcançar, adquirir, conquistar... o respeito, o reconhecimento, a paz de espírito, a consciência tranquila do dever cumprido, sem jamais se deixar vender ou corromper, por maior que seja, muitas vezes, a oferta desonesta recebida, é fugir do que só empobrece, do que jamais enobrece ou realmente enriquece, em seu sentido maior!
        Procurar ser em tudo correto, buscando fazer o melhor e o máximo possível, sempre, e ser do e pelo bem, sem se deixar afetar ou desanimar pelas incompreensões ou desinformações, mais, pela maldade e eternos bezerros dourados ou mazelas incuráveis da humanidade, que são a inveja, a calúnia e a maledicência: eis a receita certa para ser e ter paz de espírito para bem viver!
        Ter não é conter! Ser é conter e, mais, somar! No ganho muitas vezes ilícito, na corrida que só tem em vista o lucro, acaba-se por ter em vida somente o ter, e aquele que só tem em vida o ter – tão pobre ser! – esquecendo-se completamente de ser, termina por perder as melhores e mais valiosas coisas ou bens (imateriais) da existência!
        Apenas ser, tão somente ser, inteiramente! - eis, pois, a solução perfeita para quem coloca como questão primordial de vida a própria vida, em todas as suas dimensões, finitas e infinitas.
        É a questão que se põe ou se impõe a todo instante, a todo momento e em todos os lugares aos nossos olhos e coração: Ser ou Ser, eis, sem dúvida alguma, a melhor decisão a tomar, a melhor escolha a fazer!...

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

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NOTA - DESTAQUE ESPECIAL

UM POUCO SOBRE O GRANDE MÁRIO FILHO

*   Raquel Mendonça

A homenagem que a AMAMS fez ao grande e saudoso artista plástico Mário Filho, o popular “Mário Boy”, como era carinhosamente chamado por todos os seus incontáveis amigos e amigas, como nós, dando à Galeria de Artes da importante entidade regional o seu nome, é mais que justa, mais que merecida!

Conheci Mário Boy de muito perto, ao longo de sua curta (e vasta!) vida e luta pela arte e cultura da cidade! Acompanhei-o, também, na luta contra a doença renal implacável, que o levou muito cedo de nosso meio cultural, que ele tanto enriquecia com a sua presença, o seu talento e o seu trabalho, o chamado “Grafismo”, e que acabou também por levar o seu irmão, Gabriel (foi ele a doar-lhe o rim), que militava, também com intenso brilho, na arte teatral, onde também militou (e atuou), com igual talento e força, por muitos anos, o nosso muito querido e estimado Arthurzinho Júnior, também jornalista de renome e Assessor de Comunicação da AMAMS.

Foi Mário Filho, o nosso Mário Boy, a criar, junto à grande amiga e escultora Felicidade (Feli) Patrocínio, a importante e atuante Associação dos Artistas Plásticos de Montes Claros, colaborando, assim, para a organização, fortalecimento e crescimento de tão importante segmento artístico-cultural da cidade.

Lembro-me com carinho das visitas que ele me fazia sempre, em casa ou na antiga Assessoria Especial de Turismo que eu dirigia na Prefeitura de Montes Claros, mas com os olhos, o interesse, o amor maior e a paixão primeira sempre voltados para a arte, a cultura e a história da cidade. Se era turismo, que fosse o cultural! Mas, claro, trabalhando bravamente, se necessário fosse, em defesa do patrimônio cultural e natural do município! O “Morro Dois Irmãos”, por exemplo, símbolo maior da cidade dos “Montes Claros”, poderia, um dia, nas palavras sábias e densa poesia de Walmor de Paula, ser encontrado na feira, com os seguintes dizeres: “Já se encontra à venda Montes Claros em pó...”

Conversávamos horas seguidas! Ríamos e debatíamos assuntos de interesse cultural os mais diversos! Defendíamos, com “mente e coração”, unhas e dentes, se preciso fosse, a afinal valorização da arte e da cultura na cidade! Chegamos, os dois, a sair pela noite, ele a pichar - na verdade pintar, porque acabava tudo que fazia em verdadeira obra de arte! - ”paredes escolhidas a dedo”, os chamados “paredões”, sem casas ou moradias, pedindo incisivamente, já impacientemente, “Respeitem a Arte e a Cultura da Cidade!” E outras tantas frases similares, de conteúdo unicamente cultural, pu seja, sem a menor agressividade, em apelo a toda população: “Olhem, vejam, apreciem e valorizem a arte da cidade e seus artistas!” Foram dias de trabalho incansável pelas ruas centrais e de bairros da cidade! Eu a acompanhá-lo na noite, como a guardá-lo, protegê-lo até de si mesmo, dando-lhe o apoio de que tanto precisava, porque não se animava a sair pela cidade a “pichar” sozinho, ainda que pela arte que tanto amava!

Já me acostumara a esse tipo de “exercício de apoio artístico”! Afinal, por anos e anos seguidos, era eu a andar noite adentro pelos bares da cidade, a pedido de sua saudosa mãe, a muito querida Dona Joaninha, que me ligava no meio da noite, aflita, buscando ou resgatando o também genial Ray Collares - considerado um dos vinte e cinco melhores artistas plásticos do mundo moderno -, quando não saia pela noite apenas para acompanhá-lo, sossegando, assim, o coração de sua mãe, impedindo-o, muitas vezes, de enveredar pelos caminhos perigosos da droga.

Íamos sempre os dois ao antigo barzinho, na atual Av. Deputado Esteves Rodrigues, o “Kamindicasa”, onde Ray escrevia em papéis inesperados ou mesmo em guardanapos, poemas belíssimos! Lembro-me bem de um deles, este referindo-se a si mesmo e ao amor platônico que nutria por quem o via apenas como amiga, irmã, grande irmã e companheira: “Sou homem da mesma maneira/Quero um grande amor/ Uma mulher/Um filho...”

O coração se aperta e fico pura emoção ao lembrar os dois, ao falar dos dois: um que reuniu em associação artistas e mais artistas plásticos “perdidos” pela cidade que sequer parecia vê-los direito, com a atenção que mereciam; o outro que tanto levou e elevou o nome da cidade de Montes Claros (e de sua querida Grão Mogol, onde nasceu), lá fora, nos grandes centros do país e do mundo!

Parabéns AMAMS, parabéns INTEGRARTE, Elda Aléssio e demais artistas/artesãs associadas, presentes a esta bela Mostra de Arte Mística, homenageando dois anjos e ícones da Igreja, João Paulo II e Irmã Dulce, na Galeria da grande, organizada e politicamente forte entidade, que leva o nome daquele que tanto lutou para ver a arte da cidade (não nos esquecendo de Godofredo Guedes, o nosso grande e generoso Godô, “pai das artes plásticas de Montes Claros e seu próprio pai nas artes plásticas”, como o chamava Ray Collares, além de músico e compositor genial) elevada ao nível de reconhecimento em que hoje se encontra a cultura em toda cidade, não por acaso batizada de “Cidade da Arte e da Cultura” pelo jornalista e nome do teatro, Reginauro Silva: o nosso menino prodígio, altamente polêmico, contestador, corajoso, batalhador, guerreiro de primeira grandeza, eternamente Boy, o nosso Boy, o grande e para sempre Mário Boy, o Mário Filho...

MOSTRA DA INTEGRARTE NA AMAMS

HOMENAGEM AO PAPA JOÃO PAULO II E À IRMÃ DULCE 



A Associação dos Artesãos do Núcleo de Artes Montes Claros (Integrarte), atendendo a convite da Associação dos Municípios da Área Mineira da Sudene (AMAMS), está realizando Mostra Mística inédita, até o próximo dia 30 de dezembro, na Galeria Mário Filho, que fica na sede da entidade, em homenagem à beatificação do Papa João Paulo II e da Irmã Dulce.

De acordo com a presidente da Integrarte, a artista plástica e Professora de Arte Elda Aléssio, para o saudoso e grande Papa João Paulo II, obras de arte “[...] falam de seus autores, introduzem no conhecimento de sua intimidade e revelam a original contribuição que oferecem à história da cultura”.

Conforme Elda Aléssio, nessa perspectiva, a arte, por si só, exerce um fascínio permanente no ser humano. A temática religiosa, bastante intimista e em consonância com as nossas aspirações, proporcionou uma comunhão com a atmosfera mística. E, assim, representamos o pensamento estético-sensível em uma linguagem simbólica, tornando visível o invisível, através das imagens ditadas pelo eco da própria alma. Desta forma, vemos que "só com amor, fé e dedicação é possível transformar a realidade em que vivemos", palavras da grande Irmã Dulce”.

Da Mostra de Arte Mística, participam as artistas e artesãs Bernadete Andrade Morais de Sá, Carmem Evangelista, Elda Aléssio Veloso, Lígia Aléssio Veloso, Maria Alice Bicalho, Maristela Alves Malaquias, Olívia Coutinho Canela e Stela Peres.

A Integrarte está, também, expondo na Galeria Mário Filho (AMAMS), pelo segundo ano consecutivo, belo “Presépio de Natal”, com peças confeccionadas pelas próprias artistas.

A associação  Integrarte foi instituída e estruturada a partir de um segmento do Núcleo de Artes do Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez. É uma instituição de cunho artístico, que se apresenta à comunidade montes-clarense com a importante proposta de transformar a participação individual do artesão em participação grupal, visando, assim, apoiar de forma efetiva as iniciativas e produção dos artesãos, que garantam geração de renda alternativa. Buscando a excelência na estética da produção, a Integrarte pretende investir no fortalecimento da equipe, através da qualificação e atualização dos seus integrantes, otimizando, assim, o processo de criação artística.

A Integrarte tem como meta promover ações com o intuito de viabilizar a divulgação das atividades desenvolvidas dos seus associados e, assim, potencializar a comercialização da produção artística dos mesmos. A Associação pretende, também, fortalecer a cultura local e legitimar o acesso dos seus associados aos conhecimentos artísticos regionais, contemplando temas populares regionais em sua produção, homenageando, assim, a cidade de Montes Claros, e difundindo sua rica cultura artística. Adicionalmente, a Integrarte tem por finalidade incentivar o intercâmbio cultural, buscando meios alternativos inovadores para a Arte, diante dos desafios inerentes à categoria dos Artesãos, ressaltando que o apoio da comunidade é de suma importância para a concretização de tais objetivos.

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ASCOM/AMAMS   
  Montes Claros, 15 de dezembro de 2011

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

NOTAS ESPECIAIS

CONVITE

"Baú do Riso Caburé" é um espetáculo com o melhor do humor caipira, em forma de poesia. Cumpre o objetivo de provocar a terapia do riso... Participação especial do Grupo de Seresta "Vozes de Prata" da UNIMONTES, cantando e encenando os poemas cômicos de CÂNDIDO CANELA, interpretados pelo "Caipiraço" Seu BETTO.  

Deixe a alma sertaneja falar e cantar seus versos em favor da vida!...

Ria... Ria... Ria... da vida, alegremente!... 

PARTICIPE!
IMPERDÍVEL!...

DIA: 17 DE NOVEMBRO DE 2011
HORÁRIOS: 19 e 20:00h
LOCAL: CENTRO CULTURAL HERMES DE PAULA
           Praça da Matriz, nº 32
           Núcleo Histórico de Montes Claros

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

NOTAS ESPECIAIS

CONVITE :

CLUBE DA LEITURA
COM A PALAVRA, FELICIDADE PATROCÍNIO, FELI 

AMIGO(A),

Aqui estamos de novo para fazer-lhe o convite para a próxima reunião do "Clube de Leitura", a realizar-se no dia 27/11, domingo, às 19 horas. Desta vez, de forma veemente, tal é a importância da obra que vamos tratar: “A DIVINA COMÉDIA” de DANTE ALIGHIERI. A segunda obra literária mais lida na história da humanidade (a primeira é a Bíblia Sagrada). IMPERDÍVEL!!


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Será uma reunião especial, a última do ano de 2011.

O palestrante, por si só, recomenda a presença. É conhecido e reconhecido dos montes-clarenses como grande escritor (Treze livros editados: literários, jurídicos, educacionais), advogado atuante, mestre em Linguística, membro da Academia Montesclarense de Letras. Eruditíssimo. Vasto é o seu saber e a sua capacidade de descrever. Falamos do DR. WALDIR DE PINHO VELOSO, que nos confessou ter estudado “A DIVINA COMÉDIA” por longo tempo. As pessoas em geral têm grande curiosidade e desejo de percorrer os “caminhos” de Dante, mas muitas confessam se sentirem inseguras quanto a entendimento. Esta palestra oferecerá uma valiosa oportunidade de compreensão e clareza, facilitará em muito uma correta interpretação. NÃO PERCAM!

Fizemos uma pesquisa e encontramos alguns exemplares na Biblioteca Antônio Teixeira de Carvalho (Dr. Santos) do Centro Cultural Hermes de Paula e na Biblioteca da Universidade Estadual de Montes Claros - UNIMONTES. Compramos o nosso exemplar na Palimontes (Do Montes Claros Shopping Center), onde restaram outros à venda. São muitas páginas, é verdade, mas como são versos espaçados, a leitura, além de prazerosa, pode ser rápida.

Tivemos, na última reunião, a apresentação magistral da obra “O MULO” de Darcy Ribeiro, feita por Wanderlino Arruda. Havia um número significativo de pessoas, inclusive familiares do autor, como Jacy e Ucho Ribeiro, que nos honraram com a presença e engrandeceram o debate com participações. Muito agradecemos a eles e ao Wanderlino. Foi uma noite rica. Agora é a vez de DANTE. Esperamos você!...

Obrigada pela atenção.

Felicidade Patrocínio e Equipe
CLUBE/LEITURA
ATELIÊ/GALERIA FELICIDADE PATROCÍNIO:
Rua São José, nº 293-A - Bairro Santo Expedito - Montes Claros - MG
Fone (38) 3214.1098

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Notas Especiais

NOTA DE TRISTEZA E PESAR

Alexandre: Súbita partida para a vida Eterna

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A cidade amanheceu triste, muito triste, no último dia 23 de outubro. Na noite anterior, pouco antes da meia noite, Alexandre Assis Martins, o Xande, de apenas quarenta e seis anos de idade, sofria acidente fatal em seu carro próximo ao Max-Min. Filho de Américo Martins Filho (Ameriquinho), um dos grandes nomes (Mestre, na verdade!) da imprensa escrita montes-clarense, e da querida prima Rosângela (Rosa) Veloso Assis Martins, deixou três filhos lindos: Felipe, Izabela (do 1º casamento e já trilhando o caminho da escrita sensível e talentosa, seguindo os passos - até mesmo as palavras - do avô paterno, tão terno e atento com filhos e netos, melhor, com todos à sua volta, todos os seres, sem exceção...) e Clara, tão clara, clarinha, um doce, docinho, um amor de menininha de apenas um ano e quatro meses, com a grande companheira de vida e trabalho publicitário, Mônica. Como diz Rosângela, ainda profundamente abalada - e todos que a amam torcendo para que se reerga o mais rápido - com as pessoas e as coisas (compromissos de vida e trabalho) voltando devagar ao seu lugar -, em fé, resignação e esperança, como esteio forte da família que é - ela, Mônica, foi um presente maravilhoso de Deus na vida de Alexandre, assim como Alexandre um verdadeiro presente de Deus na vida de Mônica. E Clarinha - a cara, a carinha perfeita e bem escrita do pai -, um presente dos dois e de Deus a toda família...

A cidade recebia a notícia - em tempo ou não da despedida - triste, atônita, chocada, consternada! Levei um tempo além da conta para começar a acreditar que pudesse ser verdade! E Ameriquinho resumiu sabiamente quem foi Xande e o imenso vazio e saudade que deixava no seio da família e sociedade - de coração grande, solidário, amigo, extremamente aberto ao próximo, como as mãos, também sempre abertas e estendidas ao outro, sem limites ou medida menor na doação diária; desprendido, era só bondade, amor, simplicidade, misturados à alegria permanente dos puros, dom sem dúvida de Deus! "Ele chegou, cultivou amor e bondade, com alegria contagiante e humildade. Demorou pouco; como se tivesse pressa no atendimento a uma tarefa mais alta. Deixou saudade, muitas saudades... Elas serão eternas!"

A tarefa mais alta a que se referiu o pai começava aqui mesmo, neste plano de tempo rápido, tão célere, impaciente, passageiro. Lá do eterno, mal chegava e já promovia a paz onde faltava, que superava, em algumas relações, a extensão da dor que, sem querer, provocara. E Clarinha, bênção e graça de Deus na vida de todos, era a herança maior e melhor que deixava à família, como um legado de densa claridade, luz divina, felicidade e eterna união em família!...

A muito querida irmã Ângela (Anjinha), casada com o norte-americano Gregory - mãe da bela e precocemente inteligente garota Sophia, "Imperatriz do Divino de Montes Claros/2012" das nossas Festas de Agosto - mesmo inconsolável, atendeu aos insistentes pedidos e apelos dos pais, nos longos - e em lágrimas - telefonemas que se sucederam após o tristíssimo e inesperado acontecido, para não vir de Nova Iorque, onde mora com a família, às pressas e emocionalmente tão abalada, ver o irmão que aqui já não mais estava.

O grande irmão Frederico (Fred), teve um gesto que só os bons irmãos - os de também bom coração! - têm: prometeu ao irmão e pai que tão cedo e subitamente partira, na última morada terrena, cuidar dos filhos que deixara, com o mesmo carinho, amor e máxima dedicação, junto à sua querida Silvana, que tanto apoio tem dado a Mônica neste momento, sem saber, talvez, que é parte importante do cumprimento da promessa feita por Fred ao irmão. Na sua ausência repentina, embora apenas física, comprometeu-se, de coração, no sentido de ser para eles o pai de que tanto precisam e precisarão, especialmente quanto à presença nos vários momentos de vida, fase a fase de crescimento, em todos os aspectos, e a indispensável assistência - afetiva -  paterna! Deus dê a Fred a merecida acolhida dos três sobrinhos, agora filhos, e futura recompensa dos céus, como agradecimento de seu irmão, hoje autêntico "Anjo do Senhor", a olhar por todos os seus ainda mais firmemente e alegremente!...

E Deus dê a todos os seus, querido Xande, o consolo, o conforto e a força de que tanto necessitam, de modo especial aos seus pais, filhos, esposa e irmãos, restaurando-lhes o coração dilacerado! E a você, símbolo de verdade, vida e intensidade, toda a paz, comunhão e alegria eternas...

"Deixa saudades, muitas saudades..."

ABAIXO, O EMOCIONANTE TEXTO ASSINADO PELO PAI AMÉRICO, AMERIQUINHO, EM BONITO, PROFUNDO E SINCERO ADEUS AO FILHO:

"Meu filho Alexandre

Poderia ter falado com você todos os dias.
Ter procurado saber dos seus anseios, dúvidas e inquietações.
E não fiz!
Acreditava que me faltava tempo.
Você, nas vezes que me procurava, carregava no seu semblante o aparente desejo de me falar, contar coisas; falar da vida, do cotidiano, do futebol, dos filhos, do trabalho e você, solidário, amigo, não queria me levar preocupações.
E você então se calava!
E, na minha impaciência, deixei muitas vezes de ouvir seus pedidos de perdão, por falhas tão insignificantes. Por quê? Eu achava que não eram importantes para mim.
Me faltava tempo!
Agora não posso mais te ouvir, não posso mais te pedir desculpas, abraçá-lo e beijá-lo com ternura.
Descobri com sua partida que não era verdade. Eu tinha tempo e deixava tudo para depois.
Agora eu não tenho mais você.
Não vejo seu sorriso e brincadeiras; ternura de gente grande e alma de menino.
De que me vale agora lhe oferecer meu tempo, meu colo e te escutar?
Haverá somente o silêncio e, no meu quase ocaso de vida, as noites e dias não serão como foram as noites e dias em que você estava aqui.
A ternura das recordações felizes haverá de falar para meu coração, e aí, então, terei tempo de ouvir.
Do seu pai que te amou e te amará sempre.

Américo. "

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