quinta-feira, 18 de agosto de 2011

NOTAS ESPECIAIS

EXPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA COM SOLON QUEIROZ


Dentro da extensa programação do 33º Festival Folclórico de Montes Claros, destaque para um evento especial, que é a Exposição Fotográfica "Olhos da Terra" - Cultura Popular e Expressão Sertaneja, com o grande fotógrafo Solon Queiroz, a partir de hoje, 18 de agosto, até o dia 21 deste, no Sobrado dos Versiani-Maurício ou "Casarão dos Maurício", onde funciona a Secretaria Municipal de Cultura, a nova e bela Loja de Artesanato da Casa do Artesão de Montes Claros, com outros importantes espaços culturais ali previstos, na Rua Coronel Celestino, nº 99, atrás da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição e São José. Palmas para Solon e sua reconhecida capacidade e sensibilidade!

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Vale a pena conferir!...


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LANÇAMENTO DO LIVRO "CRENÇAS E SABENÇAS DO NORTE DE MINAS"

A Secretaria Municipal de Cultura, a Academia de Ciências, Letras e Artes do São Francisco - ACLECIA, o Instituto Histórico e Geográfico de Montes Claros - IHGMC e o Elos Clube de Montes Claros, dentro das festividades de comemoração dos 45 da Academia Montesclarense de Letras - AML, estiveram realizando, com sucesso, o lançamento do livro "CRENÇAS E SABENÇAS DO NORTE DE MINAS" da acadêmica e grande folclorista Clarice Sarmento, ontem, às 19h30, no Elos Clube, quando, mais uma vez, Dona Yvonne de Oliveira Silveira, presidente da AML, deu um show de oratória. Com todo o seu conhecimento na área, o livro de Clarice passa a figurar entre os mais importantes da cidade, relacionados aos ricos costumes da terra. Parabéns, Clara, e mais sucessos!...


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domingo, 14 de agosto de 2011

FESTAS DE AGOSTO E 33º FESTIVAL FOLCLÓRICO DE MONTES CLAROS

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AGUARDEM: 

NOS PRÓXIMOS DIAS, ESTAREMOS POSTANDO MATÉRIA COMPLETA SOBRE AS BELAS FESTAS DE AGOSTO DE MONTES CLAROS - MAIOR E MAIS IMPORTANTE MANIFESTAÇÃO CULTURAL POPULAR E TRADICIONAL DA CIDADE, COM QUASE DUZENTOS ANOS DE EXISTÊNCIA E RESISTÊNCIA., EM VÁRIAS TÓPICOS, PONTO A PONTO, PASSO A PASSO, PARTE A PARTE, DESDE A SUA ORIGEM, ATÉ OS DIAS ATUAIS!...

NOTA ESPECIAL:


CONVITE

Prezados Confrades,

A Secretaria Municipal de Cultura, a Academia Montesclarense de Letras, a Academia Feminina de Letras de Montes Claros, o Instituto Histórico e Geográfico de Montes Claros e a Associação dos Seresteiros convidam Vossa Senhoria e família para o pré-lançamento do álbum dos CD's da obra de João Chaves, "Canto e Poesia", em parceria com Téo Azevedo.

Local: Centro Cultural "Hermes de Paula", às 19 horas do dia 19 de agosto de 2011.

Um abraço,

Dário Cotrim - Presidente do IHGMC

ATELIÊ/GALERIA DE ARTE FELICIDADE PATROCÍNIO:

CLUBE DE LEITURA AVANÇA, COM SUCESSO DE PÚBLICO

O grande e bem montado ATELIÊ/GALERIA DE ARTE FELICIDADE PATROCÍNIO, localizado na Rua São José, nº 293-A, Bairro Santo Expedito, vem realizando concorrido “Clube de Leitura”, com palestras e discussões sobre grandes obras, clássicos da literatura brasileira e mundial.
O projeto se constitui de reunião mensal, quando é proferida palestra sobre determinada obra, geralmente por doutor em literatura ou escritor da cidade e região, muitas vezes especializado na obra literária a ser apresentada, seguida de debate e discussão. A obra, sempre  indicada pelo Palestrante e Orientador do mês, é lida pelos interessados em participar da reunião em um prazo de 20 a 30 dias de antecedência, mas alguns participantes preferem lê-la após proferida a palestra.

COMO E ONDE ACONTECE

A reunião acontece no grande e confortável “Espaço 2” do Ateliê/Galeria de Arte Felicidade Patrocínio, com o palestrante proferindo ampla palestra enfocando a obra escolhida, o autor, época, estilo etc, após o que ele passa a conduzir livre debate sobre a mesma, quando os participantes, leitores e apreciadores presentes, colocam, livremente,
suas interpretações e questionamentos. O resultado final é, além da satisfação geral, uma compreensão maior, mais profunda e mais clara da forma e conteúdo da obra.
No final da reunião, é oferecido um fino chá com sucos e café, também chocolate quente (no inverno), acompanhados de petiscos deliciosos, no “Espaço 1” do Atelier.


OBS.: O participante paga somente R$30,00 (trinta reais) por mês.

OBRAS APRESENTADAS

 Já foram apresentadas e discutidas no Clube de Leitura as grandes e apreciadas obras “Romance Negro” de Rubem Fonseca, com Élcio Lucas; “Grande Sertão - Veredas” de Guimarães Rosa (com a admiravelmente inteligente e competente Ivana Ferrante Rebello, que repetiu, no último dia 11 de agosto, a brilhante palestra dentro das comemorações dos 45 anos da Academia Montesclarense de Letras, na Sala-Auditório Cândido Canela do Centro Cultural Hermes de Paula) e “O Amanuense Belmiro” de Cyro dos Anjos (com Karla Celene), grande autor montes-clarense, membro da Academia Brasileira de Letras, como o nosso genial Darcy Ribeiro, palestras estas consideradas riquíssimas por todos os participantes, seguidas de discussões bem conduzidas.
 As próximas obras agendadas e programadas no “Clube de Leitura” são: “Odisséia”, poema épico de Homero (dia 21/08), “Serrano de Pilão Arcado - A saga de Antônio Dó”, de Petrônio Braz (dia 18/09), presidente da Academia de Ciências, Letras e Artes do São Francisco - ACLECIA, que mereceu justos elogios de Manoel Hygino dos Santos, um dos maiores cronistas de Minas e do país; “O Mulo” de Darcy Ribeiro” (23/10), de que tivemos a honra de fazer a apresentação, em seu lançamento, no Automóvel Clube de Montes Claros, quando Darcy disse, entre outras belas palavras, que havíamos transformado sua obra numa longa poesia...
 O público, segundo Felicidade (Feli) Patrocínio, é formado, em sua maioria, por pessoas interessadas na boa literatura e no crescimento intelectual mais apurado. Não perca, pois, esta oportunidade! Participe!...
 Neste espaço especial, lembra Feli, “você encontrará gente interessante e interessada, inteligente, altamente preparada, para conhecer, debater e confraternizar”. 

NA PRÓXIMA REUNIÃO: “ODISSÉIA” DE HOMERO

A próxima reunião do “Clube de Leitura” no belo Ateliê/Galeria Felicidade Patrocínio realizar-se-á no próximo dia 21 de agosto (domingo), às 19 horas, quando estará em discussão o poema épico “ODISSÉIA” de Homero, um dos destaques da literatura grega que inspirou toda grande literatura do Ocidente.

A palestrante será Aurora Cardoso Quadros, que se doutorou em Literatura na USP, especializando-se na área que irá apresentar, com profundo conhecimento sobre a obra, transmitindo-o de forma bastante acessível e facilitada. Livrarias da cidade, como a Palimontes (Matriz), têm edições de A Odisséia original, Ed. Scipione (R$29,90, 4 exemplares) e também a  Ed. Escala Educacional (R$29,90, 5 exemplares). A Biblioteca da Unimontes conta com um exemplar e a Biblioteca Antônio Teixeira de Carvalho (Dr. Santos), do Centro Cultural Hermes de Paula, com quatro. Há também uma edição de leitura bem mais rápida, tradução de Ruth Rocha, da Editora Companhia das Letras (R$34,50, 36 exemplares).

Maiores informações através do e-mail: felicidadepatrocinio@gmail.com
Ou pelo telefone: 3214.1098
Endereço: Rua São José, nº 293-A - Bairro Santo Expedito - Montes Claros

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ODISSÉIA - POEMA ÉPICO - Petrônio Braz
 
Neste mês de agosto, no Clube de Leitura, que se reúne no Ateliê/Galeria Felicidade Patrocínio, sempre em um domingo, uma vez por mês, vamos percorrer as alturas dos clássicos, deleitando-nos com os comentários sobre o poema épico “Odisséia” de Homero, na explanação da doutora Aurora Cardoso Quadros. Vamos caminhar ou navegar com Ulisses pelos errados da vida; conhecer melhor Penélope e Telêmaco, mas, principalmente, conhecer Homero.

Na “Ilíada”, Homero nos informa que a grande armada grega, liderada por Agamenon, Menelau, Ulisses, Ájax, Diomedes e Aquiles, estava pronta para levantar âncoras com destino à mitológica Troia, mas o vento teimosamente ficou contra eles. Para mudar o vento, teria sido necessário o sacrifício de uma filha de Agamenon, de nome Ifigênia, mas a deusa Ártemis, com pena da inocente moça, a substituiu por um cervo. Com o sacrifício, o vento mudou de direção e a armada então fez-se ao mar com destino a Troia.

Na “Odisséia”, o imortal escritor grego relata o regresso de Ulisses, heroi da Guerra de Troia. É a história do “herói de mil estratagemas que tanto vagueou, depois de ter destruído a acrópole sagrada de Troia, que viu cidades e conheceu costumes de tantos homens e que no mar padeceu mil tormentos, quanto lutava pela vida e pelo regresso dos seus companheiros”.

Entre a partida e o regresso, passaram-se vinte anos. A “Odisséia” retrata os dez anos do regresso. Vamos esperar, com alguma ansiedade, a exposição da doutora Aurora Cardoso Quadros.

No mês de julho passado, no mesmo Clube de Leitura, conheci uma nova Karla Celene Campos; outra Karla, a professora. Eu conhecia bem a poetiza, a escritora. No mês de julho passado, ela nos fez conhecedores da obra literária de Cyro dos Anjos, pela análise do livro “O Amanuense Belmiro”. Um romance, exposto pelo próprio protagonista: Belmiro Braga, o burocrata lírico. Na sua vida, narrada pela visão de Karla Celene, encontramos o ideológico, o mítico e o afetivo. Ela nos fez lembrar o amor de Belmiro por Carmélia e outros amores. O grande núcleo significativo do livro é o eterno, o amor de todos os tempos. Karla foi descritiva e teatral. Ela se materializou em Belmiro e o fez visível aos nossos olhos. Foi quase médium sensitiva em seus efeitos cênicos. Foi professora e atriz. Simplesmente fantástica.

No Clube de Leitura, num crescendo, na reunião do mês de maio foi instrutiva a palestra do doutor Élcio Lucas, proferida sobre o conto “Romance Negro”, do livro de mesmo nome, de autoria de Rubem Fonseca. Mês de junho tivemos a satistação de assistir às explanações da professora Ivana Ferrante Rebello sobre o livro “Grande Sertão: Veredas”, de João Guimarães Rosa.

sábado, 13 de agosto de 2011

HOMENAGEM AOS PAIS :


FEIRA DE ARTESANATO COM MAIA Y BOAVISTA, HERBERT LINCOLN E BOB MARCÍLIO


SHOW: “A VIOLA E A CANTORIA”
COM : MAIA Y BOAVISTA , HERBERTH LINCOLN e BOB MARCÍLIO
LOCAL: FEIRA DE ARTESANATO DE MONTES CLAROS – PRAÇA DR CHAVES/DA MATRIZ, EM HOMENAGEM AO “DIA DOS PAIS”
DATA: 14.08.2011
A PARTIR DAS 10H00

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 O projeto “A Viola e a Cantoria”, de autoria do querido cantor e compositor Carlos Maia, é uma oportunidade para os amantes da música de raiz do Norte (Gerais) de Minas conhecerem de perto o que está acontecendo de novo com a criativa dupla de cantores e compositores “Maia  y Boavista”, o violeiro “Herberth Lincoln” e também cantor e compositor “Bob Marcílio”, que se reuniram e programaram esta bela homenagem ao “Dias dos Pais”, que estará acontecendo neste domingo, de 14/08, a partir das 10 horas da manhã, na histórica Praça Dr. Chaves ou da Matriz.

HERBERT LINCOLN
            
 O violeiro Herberth Lincoln é um nome bastante conhecido da noite, apresentando-se em fervilhantes bares de Montes Claros e em festivais regionais, como o “Canta Minas”, “Encontro da Viola” e o “Festifeira”. Apresenta-se também, com freqüência, em grandes eventos culturais, como a Festa Nacional do Pequi e o Festival Folclórico de Montes Claros. Nascido em Porteirinha (MG), radicou-se em Montes Claros, onde deu início à sua trajetória como compositor e cantador.
Suas composições buscam sintetizar valores, concepções estéticas e linguagem peculiares da cultura norte-mineira. Atualmente, já com bom repertório de composições próprias, Herberth Lincoln finaliza um projeto denominado “Planeta Sertão”, que tem como objetivo a gravação do seu CD, que, conforme acredita, possibilitará uma projeção ainda maior de seu trabalho como compositor e intérprete.


MAIA Y BOAVISTA

Autênticos representantes da música regional norte-mineira e, talvez, sua melhor herança, Maia y Boavista prioriza a beleza do agreste do sertão norte-mineiro, em canções como “Brejo das Almas”, “Colheita da Chuva”, “Fazenda Solidão”, entre outras, que são uma ode à natureza e à vida simples do povo sertanejo, e que servem de pano de fundo, ao mesmo tempo, ou de protagonistas para as histórias de dores e amores alimentadas a causos, sonhos e canções, cantadas pelos não menos “autênticos” sertanejos Carlos Maia e Charles Boavista, ex-Grupo Agreste, que grande sucesso fez no país, especialmente em São Paulo.
O compositor Charles viveu intensamente a década de 1960, um dos momentos de maior fermentação ideológica e social do Brasil. Participou  de movimento estudantil, estudou em Seminário, preparando-se para ser padre, e sempre esteve, “fez - criou - e aconteceu” junto ao povo. Vem desse tempo toda essa sua vivência pessoal e social, mostrada em várias e primorosas composições, bem como em sua própria vida. Boavista foi para São Paulo no início de 1970, onde criou o famoso “Grupo Raízes”, junto a outros nomes de Montes Claros, gravando 3 (três) LPs que, nos anos 70 e 80, marcaram presença e fizeram história na MPB, a partir de São Paulo. Entre as canções gravadas pelo Raízes, de autoria de Charles Boavista, estão as belas “Desentoado” (Charles e  Tino Gomes), “Brejo das Almas” (Charles), “De Trem pra Montes Claros” (Charles e Faiçal), um verdadeiro hino popular da cidade; “Olhe Bem as Montanhas” (Charles e José Dias) e “Pé de Jenipapo” (Charles e Tino Gomes). O Grupo chegou a participar da turnê de show de Elis Regina em Minas Gerais, fazendo a abertura do espetáculo em Belo Horizonte, no Palácio das Artes.


QUEM É CARLOS, O MAIA

O bocaiuvense Carlos Maia não chegou a sentir na pele o enfrentamento armado à Ditadura protagonizada pelo Regime Militar, nem o que se chamou de “Milagre Brasileiro”. Viu, sim, de perto, o desencantamento popular, a abertura com Geisel e aquela democracia relativa. Em Bocaiúva, sua terra, começou a desenvolver essa pesquisa, que leva vida afora no coração, antes de viver em Belo Horizonte e se “alistar” profissionalmente e - definitivamente - na carreira musical. A experiência de Maia com os 2 LPs “Coração de Artista” (89) e “Pé de Manacá” (91). Em 1994, criou o projeto “Vai de Trem”, que teve quatro anos de duração, junto com o jornalista e folclorista Carlos Felipe, falando e cantando o trem de ferro, com apresentações nas estações de metrô de Beagá. Em 98, veio para o Norte de Minas e lançou o CD “Vamos falar do Folclore”, depois “Nos Ventos da Primavera’, “Raízes de Minas”, homenageando o saudoso historiador e arqueólogo Simeão Ribeiro Pires. Com a formação da dupla “Maia y Boavista” em maio de 2004, lançou “A Balada de Antônio Dó” (07).

                                                         Mais sobre a dupla...

Maia y Boavista continua assumindo, uma vez que está, sempre, em plena estação de floração, as verdadeiras vertentes da poesia regional universal, com imenso talento, poesia e criatividade, que dão vida a canções belíssimas, cantadas e admiradas por todos. Entre os maiores fãs da dupla, a minha filha Ana Bárbara, Designer Gráfico autora deste Blog Cultural, que já tem em mão o seu último – e belo! – CD. Palmas para eles, que eles merecem e, só pra lembrar, “No mês que vem, eu vou de trem pra Montes Claros!...”


                                                         BOB MARCÍLIO

Cantor e compositor norte-mineiro de expressão, Bob Marcílio gravou o disco “Saindo do Escuro” e já está trabalhando o seu segundo Cd, com canções que lembram o nosso sofrido e criativo povo sertanejo. O artista já levou o seu elogiado trabalho a diversas cidade de Minas Gerais, e vem desenvolvendo, com maestria, o que de melhor sabe fazer: música de qualidade!

SHOW: Na apresentação dos artistas, não faltarão músicas de outros grandes artistas, como Ruy Maurity, Renato Teixeira, Almir Sater, Sá e Guarabyra, entre outros.

A SUA PRESENÇA SERÁ MUITO IMPORTANTE!

CONTATO: 3229 3329 / 9157 0680 – CARLOS MAIA

ELTHOMAR SANTORO:

SHOW DE SOLIDARIEDADE!

Nesta terça-feira, 16 de agosto, no Restaurante Quintal, na Avenida Cel. Prates (em frente à Igrejinha do Rosário, palco das grandiosas Festas de Agosto de Montes Claros, que têm início também no dia 16) será realizado grande “Show de Solidariedade” com “Elthomar Santoro e Amigos”, em que a renda do couvert único de R$-5,00 (cinco reais) será revertida totalmente para o artista, cujo local onde morava sofreu, no início deste mês, incêndio que consumiu todos os seus pertences pessoais, entre eles, o que mais lamentou, registros de composições e criações musicais, textos de peças de teatro e outras “relíquias” do querido e grande artista.

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“A relíquia maior está viva”, lembrou-lhe Roberto Marques, Chefe da Divisão de Cultura da Secretaria Municipal de Cultura na última semana, quando Elthomar lamentava, em pranto, as perdas para ele e, especialmente, para a arte da “Cidade da Arte e da Cultura”. “Está vivo e isso é o que importa, com a cabeça e o coração prontos para compor e escrever mais, muito mais, e por muito tempo ainda!”, enfatizou Roberto.

Elthomar, embora ainda triste, observa que “a vida segue seu rumo, e acredito que a minha memória poderá recuperar grande parte do que foi perdido, ao mesmo tempo em que novas criações poderão surgir”. Afinal, o sofrimento sempre serve de lição e inspiração...

*Foto Silvana Mameluque - Clique na Imagem para Ampliar
“Quem tem amigos tem tudo”, lembra Elthomar, e, nesse sentido, os amigos se reunirão – cantando ou se fazendo presente ao show! - para dar uma força ao velho e admirado compositor Elthomar Santoro Júnior, o “San”.

Participarão do “Show de Solidariedade”, além do próprio Elthomar, os nomes de:
HERBERT LINCOLN, CORI GONZAGA, SHOLMES SOLTO, JUKITA QUEIROZ, BRANKO VELLOSO, ANDRÉ ÁGUIA, BOB MARCÍLIO, MARCÍLIO MAIA, ROBSON NASCIMENTO, ALVARO VICENTE, JORGE TAKAHASHI, JOEL DAS FLORES, DANILO CAMPOS, MARCINHO CALDEIRA, MARCINHO DA GAITA, DEBORAH ROSA, MARILDA DE MESQUITA, SEU BETO E SEUS FILHOS, AROLDO PEREIRA, MIRNA MENDES, DORIS ARAÚJO, CARLA CAMPOS, PATRÍCIA GISELE, AFRÂNIO BOTELHO, LINDOMAR COIMBRA, RICARDO VIANA, JOBIM NARCISO, GRUPO PREGO DE LINHA, LÉO LOPES, BETE ANTUNES, LAURINHO CARNIÈRE
e muitos outros.....

Não perca! Participe! Elthomar merece o máximo apoio e carinho de todos!...

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

JUSTA E ESPECIAL HOMENAGEM A UMA PESSOA MUITO ESPECIAL : FINA DE PAULA

HOJE SÍMBOLO MAIOR DA SERESTA JOÃO CHAVES!


Josefina (Fina) Abreu de Paula, viúva de Hermes de Paula, - um dos maiores historiadores de Montes Claros de todos os tempos, e, sem sombra de dúvida, seu maior folclorista e defensor ardoroso da cultura popular e manifestações tradicionais da cidade, como as Festas de Agosto, que se aproximam, e serão realizadas no período de 17 a 21 de agosto; criador do grande Grupo de Seresta João Chaves, - após a partida do esposo, manteve a porta de sua ampla e bela casa localizada ao lado do antigo (e lamentavelmente demolido) “Colégio Diocesano”, assim como o coração e o sorriso eternamente abertos aos seus queridos e intocáveis “filhos seresteiros”, sempre que lhe dão o prazer de ali comparecer, para uma visita ou, quem sabe, para os tradicionais e felizes ensaios da Seresta na casa que um dia Hermes sonhou transformar em “Centro de Tradições Mineiras de Montes Claros”, por todo o seu acervo (e importante significado) histórico e cultural, e pelo próprio ambiente da casa, que cheira a arte, seresta, saudade e poesia!...

De Fina, a querida Dona Fina, sempre se ouve o canto das modinhas antigas, no estilo musical tradicional da seresta, fiel ao que queria o seu esposo e grande amor de sua vida, Hermes de Paula.

Assim, em sua homenagem, e a tudo que ela representa, junto ao imenso legado histórico e cultural de Hermes de Paula, o grande seresteiro e compositor Rogério Botelho dos Santos a presenteou, com muita sinceridade, respeito e gratidão, na festa de seus noventa anos, com uma música, - a mais bela modinha!... -, que retrata muito bem, de forma profundamente sensível e fiel, a figura e a reconhecida importância de Fina no cenário cultural e seresteiro da cidade, cuja letra (abaixo) foi cuidadosamente colocada em quadro emoldurado e a ela entregue, com muito carinho, pelo autor, que a cantou lindamente na noite que festejou seu aniversário no ano passado:  

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Dona Fina

Quando a aurora da vida em ti nasceu
Brilhastes qual luz divinal
De bondade, beleza e esplendor
E hoje ainda brilhas, exemplo de amor.

Tu és Fina, tu és inspiração
Modinha eterna de amor e paixão
Dona Fina, tua casa sempre em festa
Doando
tua vida em prol da seresta


Após o tempo em que Hermes te sorriu
O que de ti se ouviu
Foi o canto saudoso de emoção
Fiel ao grande amor que partiu

Tu és Fina, tu és inspiração
Modinha eterna de amor e paixão
Dona Fina, tua casa sempre em festa
Doando
tua vida em prol da seresta


Nem o tempo implacável levará 
A tua essência de luz
Pois para sempre tens sido e para nós serás
Exemplo de vida que a todos conduz

Tu és Fina, tu és inspiração
Modinha eterna de amor e paixão
Dona Fina, tua casa sempre em festa,
Doando tua vida em prol da seresta...

Autor: Rogério Botelho dos Santos

terça-feira, 2 de agosto de 2011

LANÇAMENTO DE CD DA SERESTA JOÃO CHAVES

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Montes Claros tem tradição de seresta hoje, não há dúvida, graças ao grande historiador e folclorista Hermes de Paula e, na noite do último dia 21, na área aberta do Automóvel Clube de Montes Claros, cuidadosamente decorada, o Grupo de Seresta João Chaves, por ele criado, lançou o CD “Vozes em Serenata”, patrocinado pela FIEMG Regional Norte e o empresário e Patrono do Grupo, Jamil Curi (PAVISAN).

O Grupo a gravar o CD estava assim formado: Adélcio Saraiva, Ademar Toledo, Alice Navarro, Hélio Saraiva, Josefina (Fina) de Paula, Luiz Porfírio, Marlene Oliveira, Marlene Cunha, Mafalda Mafra, Marta Marcondes, Ney Barbosa, Terezinha Fróes, Terezinha Jardim e Valderez Costa e Paula. Do repertório musical, “O Trovador”, de Evaldo Gouveia e Jair Amorim; “Uma grande dor não se esquece”, de Antenógenes Silva e Ernani Campos; “Sertaneja”, de Renné Bittencout; “Realejo”, de Sadi Cabral; “Chuá... Chuá...”, de Pedro de Sá Pereira; “Malandrinha”, de Freire Júnior; “Sinfonia da Mata”, de Adelino Moreira; “Amo-te Muito”, de João Chaves; “Noite cheia de Estrelas”, de Cândido das Neves; “Guitarra de Prata” (Domínio público); “Quem fez a Lua”, do Cônego Severiano Rezende; “Saudade da Bahia”, de Godofredo Guedes; “É a ti, Flor do Céu”, de Teodomiro Pereira e Ferreira Júnior; “Saudade”, de Jaime Redondo; “A Você”, de Carlos Galhardo; “Só tu não pensas em mim” (Domínio Público) e o Pout Pourri do Sesquicentenário de Montes Claros (Grupo de Seresta João Chaves).

Na abertura da noite, falaram os nomes de Adélcio Saraiva, da Seresta; Yvonne de Oliveira Silveira, presidente da Academia Montesclarense de Letras que, como sempre, deu um verdadeiro show de oratória e poesia, contando a história e a importância da seresta em Montes Claros e outras regiões. Falou ainda, com brilho, narrando a história de criação, reconhecimento e conquistas do Grupo, o empresário Jamil Habib Curi, seu grande Patrono, e que viabilizou financeiramente a gravação do CD. Em seguida, o escritor Wanderlino Arruda saudou o Grupo, em rápidas (o que não lhe é comum!) palavras. Isso porque, na verdade, todos queriam mesmo era ouvir a Seresta... cantar! E como cantou bonito! E, uma única exceção a parte, apenas “as mais belas modinhas”, ou músicas autênticas de seresta. Parecia que o “espírito” de Hermes de Paula estava ali, naquele momento, soprando no ouvido de seus seresteiros o que deviam cantar, ou seja, modinhas de verdade, como sempre defendera!


*Fotos Márcia Vieira - Clique na Imagem para Ampliar

O Grupo de Seresta João Chaves estava quase completo, na noite de lançamento do seu CD, pelos nomes de Josephina (Fina) Abreu de Paula, viúva de seu criador, Hermes de Paula (ambos primos em primeiro grau de meu querido e saudoso pai, Cassimiro Xavier de Mendonça, as mães irmãs de meu avô e padrinho de Batismo, uma das melhores pessoas que o mundo e Montes Claros já tiveram, João Xavier de Mendonça!). A querida Fina, infelizmente, por não poder subir ao palco ali montado, não pôde fazer parte do coro, mas cantou, encantou e emocionou, sozinha, em cadeira carinhosamente posta na ponta direita do palco; dos “filhos queridos de Fina (que a ela não digam sequer que são feios...)”, os solistas Adélcio Saraiva, Marta Marcondes, Terezinha Jardim, Hélio Saraiva (irmão de Adélcio) e Alice Navarro, além de Rogério Botelho , convidado especial, cantando, como só ele sabe fazer, “Lua Branca”. Não puderam estar presentes os nomes de Ney Barbosa e Valderez Costa e Paula. Os demais lá estavam, com suas belas e sonoras vozes.

*Fotos Márcia Vieira - Clique na Imagem para Ampliar

Como pude participar de inúmeros ensaios - cada ensaio era uma festa de muita felicidade - ou apresentações do Grupo João Chaves na casa de Fina e Hermes de Paula (ele ainda vivo) – e até soltava a voz n`algumas modinhas, mesmo que de longe, sei que Hermes considerava importante manter a tradição da seresta, não deixá-la se descaracterizar, o que a tornaria menor no estilo. Cantar modinhas nascidas nos famosos Saraus (ou Serões Montes-clarenses – Nelson Vianna), no estilo de Montes Claros, para Hermes de Paula, era ter e manter um solista e o coro. A “voz de peito” ficava para os seresteiros masculinos e as mulheres participantes já mostravam clara tendência ao estilo lírico, como a nossa queridíssima Maristela Cardoso, que abrilhantava a Seresta até outro dia e, não sei a razão, dela se desligou. Ela e Simone Santana são apenas “as maiores e melhores vozes do canto lírico na cidade, estado e país”, junto a Roberto Mon`Sá, que, como o próprio nome artístico indica, de Montes Claros, mas nascido em Francisco (Chico) Sá. Virgílio de Paula, também historiador, como o pai, lutou bravamente pela preservação da seresta tal qual é. Virgínia (Vi), de profundo conhecimento e reconhecida sensibilidade ambiental, cultural e, de modo muito especial, musical, poderia, se o quisesse, assumir o lugar e o papel deixados pelo pai e irmão. Por que não?!

SAUDADES


Deixaram espaço vazio e muitas saudades na Seresta João Chaves, entre outros, os grandes nomes de Sebastião Mendes (Ducho do Bandolim); Raimundo Chaves, o violonista Sinval Fróes, Virgílio de Paula, Denise, Adélia Miranda, Viriato (Beto) Oliveira; entre os nomes novos, Wilson (o “Dinoite”) e Antônio Carlos Parrela (Toninho) e, por último, o grande seresteiro de longa data e estrada, Nivaldo Maciel, “a Voz da Seresta” montes-clarense.

“ELEPÊS”


O primeiro Lp da Seresta João Chaves foi gravado na Rádio Guarani, “Uma Conversa e Cinco Modinhas”. Depois virem mais três Lps, formando um álbum, entre eles o belo “Eterna Lembrança”, nome de música assinada pelo genial compositor João Chaves, a nossa preferida, junto, claro, a “Amo-te Muito”, que é, afinal, uma unanimidade nacional, cuja paternidade já foi reivindicada, injustamente (e pudemos, com muito empenho e clareza, como sempre, combater tal e falsa paternidade “in loco”, ainda que não tenha havido má fé dos que sonharam em ter entre os seus filhos seresteiros o autor da maior, mais bela e mais famosa modinha do país) por outra cidade “Berço de Serestas”, como Montes Claros.

Hermes de Paula, para promover Montes Claros, como era de seu feitio e sempre estava a fazer, em todos os setores e lugares, gravou um LP com músicas de Dulce Sarmento. Abria exceção também, no repertório da Seresta, para o nome de Godofredo Guedes e músicas folclóricas regionais. As demais composições por ele selecionadas eram só modinhas da melhor qualidade, as mais belas e puras, legítimas modinhas!...

HISTÓRIA DO GRUPO JOÃO CHAVES:

LEVANDO E ELEVANDO O NOME DE MONTES CLAROS LÁ FORA E, ATÉ, TRAZENDO ASFALTO...

(Do livro “Montes Claros, sua história, sua gente, seus costumes”, de Hermes de Paula)

Depois do advento da luz elétrica, as serenatas foram rareando... Em dias de lua grande ou de visitantes nostálgicos, a gente se reunia e cantava o que se lembrava...

Em abril de 1967, recebemos um telefonema do Dr. Clementino Dotti, convidando-nos para um concurso de serestas em Ouro Preto, a se realizar na noite de 20 de abril, sob os auspícios da Hidrominas. Avisou, no entanto, que não fôssemos muito confiados, pois o número de concorrentes era grande e de alto gabarito. Aceitamos o convite, formamos um grupo e tiramos o primeiro lugar entre os 14 grupos presentes. Nosso grupo foi composto dos seguintes seresteiros: Cantores – Nivaldo Maciel, João Leopoldo França (o grande João Leopoldo), Celestino Soares da Cruz, Clarice Maciel, Lola Chaves, Selma Ruas de Abreu, Tereza Maia Cunha e Josefina de Abreu Paula. Instrumentos: Sinval Fróes (violão) e Sebastião Mendes (Bandolim). Direção – Hermes de Paula.

Às 3 horas da madrugada de 21  de abril o resultado foi anunciado. E os trinta quilos de carne de sol, transformados em churrasco, foram consumidos pelos presentes, nesses incluída a direção da Hidrominas, o Governador Israel Pinheiro e o Senador Daniel Krieger. A carne deu fartura, mas as 30 garrafas de cachaça acabaram ligeiro.

Nesse mesmo dia, ainda de manhã, gravamos, na Rádio Guarani, nosso primeiro LP – Uma Conversa e Cinco Modinhas.

Gravamos mais 3 elepês, formando um álbum – Eterna Lembrança.

Mais tarde, gravamos um elepê com música de Dulce Sarmento.

Ainda em 67, fomos representar Minas em uma festa no Clube Solar dos Estados, em Brasília, quando fizemos uma apresentação para a família do Presidente Costa e Silva, no Palácio da Alvorada. Incluímos no repertório um pout-pourri de músicas mineiras e outro de músicas gaúchas. Quando terminamos “Prenda Minha”, com o Presidente e familiares cantando conosco, improvisamos a seguinte quadrinha, cantada na mesma música de “Prenda Minha”.

        Ao Senhor Presidente Costa e Silva

        Ao cantarmos no Alvorada

        De Curvelo a Montes Claros, nós pedimos

        Toda a estrada asfaltada.


Foi uma surpresa para o auditório e para nós. Pois o Presidente gostou e acudiu nosso pedido, dando segunda prioridade a esse trecho do asfalto, pois a primeira tinha sido prometida a Uberaba.

Bem, a promessa foi cumprida – aí está o asfalto beneficiando a todos.

Duas vezes fomos representar Minas no Rio de Janeiro – a primeira foi na Feira de Providência e a segunda no congresso da ASTA.

Cantamos na Bahia (Itapetinga); em Caldas, na Festa da Uva, Poços de Caldas, Caxambu, Lavras, Juiz de Fora, Belo Horizonte, Governador Valadares, Viçosa, Januária, Coração de Jesus, Brasília de Minas, Francisco Sá, Jaíba, Engenheiro Navarro, Patos de Minas, Rio Casca, Bocaiúva, São Francisco, Curvelo, Sete Lagoas, Lagoa Santa. Em algumas dessas cidades mais de uma vez. A Belo Horizonte fomos mais de vinte vezes – TV Itacolomi, Rádio Guarani, cinquentenário do Estado de Minas, Palácio das Artes com Isaac Karabitchevsky, Teatro Francisco Nunes etc. Uma serenata feita no cemitério, em homenagem ao nosso patrono, no sétimo dia do seu falecimento, chamou a atenção da Rede Globo, que gravou um tape, apresentado depois no programa “Fantástico”.

A 12 de setembro de 1977, a convite da Companhia Internacional de Seguros, apresentamo-nos no teatro do Copacabana Palace, no lançamento do álbum Modinhas.

Posteriormente, alguns elementos saíram; outros entraram – Raimundo Chaves, Luiz Procópio Andrade, Adélia Miranda, Rita Maciel, Maria do Carmo Maciel, Terezinha Maciel Jardim, Miriam Fróis, Gilberto Câmara, Virgílio de Paula e Félix Richard.

O “Grupo de Serestas João Chaves” fez renascer o gosto pelas modinhas e pelo folclore regional. Assim é que “arranjou” 3 “pout-pourris” de folclore: “Pout-Pourri Minas Gerais”, “Aquarela Sertaneja” e “Cadê papai”. Isso para dar mais alegria e movimentação às apresentações.

Depois de nós, o SESC, a nosso conselho, fundou um grupo de serestas, que foi vencedor em Ouro Preto no concurso de 1969; chamou, inicialmente, Grupo de Serestas “Dulce Sarmento”, depois “João Valle Maurício” e, finalmente, “Lágrimas ao Luar”. Já gravou 2 LPs.

Há também o Grupo de Serestas “Luiz de Paula” e outro no Conservatório Lorenzo Fernândez.

Além disto toda a população ficou impregnada com nossas velhas canções românticas; até os jovens sabem as modinhas e as cantam nas festas.

O Grupo de Serestas “João Chaves” sente-se feliz por ter despertado Montes Claros para as modinhas e outros tipos de folclore, além de ter projetado o nome de nossa cidade como cultivadora de canções românticas, dentro e fora do Estado de Minas. (Hermes de Paula)

JOÃO CHAVES


Nascido a 22 de maio de 1887. Foram seus pais João Antônio Gonçalves Chaves e D. Julia Prates Chaves. Fez seu curso primário em uma das escolas isoladas aqui existentes e cursou um ano a antiga Escola Normal. Desde cedo se salientou pela sua inteligência lúcida e pelos seus dotes artísticos. João Chaves foi o homem dos sete instrumentos. Excelente executor, sobressaindo-se na flauta, piston e violão; estudou música com o Professor Ezequias Serafim Teixeira Guimarães. Como poeta tem uma obra vastíssima e valorosa. Não menor é sua carga musical. Compôs modinhas, músicas sacras, etc. Como jornalista fundou aqui os jornais “A Palavra”, “O Sol” e colaborou em “O Boêmio” e “Veneta”. Atualmente colabora na “Gazeta do Norte”. Em breve publicará seu livro já pronto – “Risos e Lágrimas” – Poesias - 1950. (Hermes de Paula)
                               
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Em nome de Montes Claros, “CIDADE DA ARTE E DA CULTURA”, com que contribuiu, efetivamente em todos os setores do desenvolvimento, obrigada, Hermes de Paula e obrigada Jamil Curi, outro grande nome do desenvolvimento cultural de Montes Claros. 

E nosso especial carinho e agradecimento à finíssima flor de pessoa, Fina de Paula, alma da poesia eterna e fraterna do grande Grupo de Seresta João Chaves! 

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